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Flórida Paulista, 19 de setembro de 2017
Sócrates Adalberto da Costa  - DEM
Vereadores
17ª LEGISLATURA 2017 - 2020

Presidente Atual
Sócrates Adalberto da Costa
Almir Jose de Souza  - PSDBCicera Davi da Silva Marcellani  - PPSJose Aparecido Alves  - PMDBJose Donizeti Guerlandi - PMDB
Priscila Lima dos Santos  - PROS
Roberto Fernando Martins dos Santos  - PSDBSidnei Gazola  - PSBThiago Venceslau Rodrigues - PSC
Próxima Sessão

18/09/2017 - 20:00:00

História

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A Boston Cattle Company Ltd S.A., companhia canadense representada no Brasil pelo engenheiro James Burr, possuía nesta região, ou seja, na antiga Zona da Mata, mais de 20 mil alqueires de terras, com o objetivo de desbravar e colonizar, o que veio favorecer a chegada dos trilhos da então Companhia Paulista de Estradas de Ferro, encontrando uma região já desmatada, podendo também contar com produtos agrícolas e madeira para os trilhos daquela ferrovia.

A Companhia de Imigração e Colonização (CAIC), subsidiária daquela ferrovia, encarregou-se da venda das referidas terras. Em cinco anos foram vendidos todos os lotes rurais, cujo núcleo tinha como divisas iniciais o Ribeirão "Negrinha", nas proximidades de Califórnia, atual Osvaldo Cruz, dali vindo alcançar os futuros terrenos do patrimônio "Flórida", que seria locado do lado esquerdo do espigão divisor "Peixe-Feio".

Em 20 de outubro de 1941, foi passada no 2º Tabelião de Marília a escritura de compra dos terrenos, onde seria locado o novo patrimônio. Essa compra foi feita pelo Sr. José Fróio e seu genro Dr. Idreno Sylvio Cavallari, num total de 127,5 alqueires de terras incultas e sem benfeitorias, onde foi erguida uma tosca capela - construída pelos pioneiros em apenas cinco dias - como marco inicial da formação desse Patrimônio. Em 25 de outubro de 1941, foi rezada a primeira missa naquele local, pelo Rev. Padre Gaspar, da paróquia de Parapuã.

           

            Os fatos a seguir foram narrados pelo Sr. Pedro Fróio, irmão de José Fróio e também um dos fundadores de Flórida Paulista:"Por volta de 1939 chegou até aqui acompanhando seu irmão José, para escolha do local onde seria feito um loteamento para o futuro patrimônio. Em 1940, foram feitas as primeiras derrubadas e iniciada a instalação de uma serraria destinada a desdobrar a madeira bruta. Após o levantamento local, feito pelo Engenheiro Albert Alduine, que notando a exuberância das terras que tinha em seu bojo, árvores de grande porte e também onde predominavam os ipês roxo e amarelo, primavera nativa e a peroba, que em certas épocas do ano davam um colorido especial às matas circundantes, procurou o seu irmão José Fróio, e pediu-lhe que devido às matas floridas, o novo patrimônio deveria ter o nome de "Flórida", o que foi aceito."

Diz ainda que: "naquela época a viagem de Marília até este local, tinha a demora de 16 a 20 horas, pois era necessário atravessar picadas abertas nas matas". Após o término da serraria, foi construído um pequeno rancho para dar abrigo aos primeiros empregados. Entre 1940 e 1941 foram chegando outras famílias: Junqueira, Ywata, João Japonês, José Frasson, Antonio Teodoro, João Cardoso. As famílias de Francisco Dias das Neves, Izaltino da Silva, Pedro Costa, Pedro Evaristo Wenceslau e Francisco Liberalino também chegaram nessa época.

Diz o Sr. Pedro que a escolha do local foi feita pelo seu irmão José, locando o futuro loteamento em terrenos de meia-encosta, que eram de sua propriedade.

Conforme informações prestadas também pelo Sr. Geremia Crepaldi, as primeiras famílias que aqui chegaram, além das já citadas, foram: Morandi, Antonio da Silva Freitas, Joanin Viol, José Spote, Ângelo Salva, Ângelo Nardele, Olímpio Bronharo, Antonio Spila, Américo Costa, Benedito Paulista, Olímpio Barbosa, Adamo Cedroni, João Buonomo entre outros.

No início de 1942, foi criada a primeira escola primária com duas classes, sendo suas professoras: Georgina Maluly e Guiomar de Faria Tavares Spanghero, esta, esposa do Sr. José Spanghero que na época era comerciante e depois funcionário da Fazenda Estadual. O Grupo Escolar foi criado em 07 de dezembro de 1946, com anexação dessas escolas e com a denominação de Grupo Escolar de Aguapeí do Alto, mais tarde Grupo Escolar "Octaviano José Corrêa". Foi o seu primeiro diretor o professor Carlos Sant'ana de Oliveira, nomeado em 12/01/1947. Era servente desse estabelecimento o Sr. Virgílio Garcia Neto.

Conta-nos o Sr. Pedro Fróio, que os primeiros médicos aqui radicados foram: Dr. Homero Mendonça e Dr. Henrique Soria. Depois vieram Dr. Hélio Chaves de Oliveira e Dr. Clóves Moraes Pacheco, este último, mais tarde foi nomeado médico do Posto de Saúde. Os primeiros farmacêuticos estabelecidos no município foram Virgílio Mendonça e Atílio Casadei. Mais tarde foi aberta uma farmácia no Bairro Santo André, de propriedade do Sr. Aguinaldo Chucre. O primeiro oficial de Cartório do Registro Civil foi o Sr. Luiz Pires de Moraes, na época já era Distrito de Paz, com a denominação de Aguapeí do alto, pertencendo ao município e comarca de Lucélia. Posteriormente o Sr. Laércio Martins de Freitas assumiu a direção desse Cartório.

A elevação do patrimônio de Flórida a Distrito de Paz se deu em 30 de novembro de 1944 pela Lei n° 14.334 e pela Lei 233, de 24 de dezembro de 1948, o distrito foi elevado à categoria de município, já com a denominação de Flórida Paulista, pertencendo ainda à comarca de Lucélia. Pela mesma Lei também foi criado o Distrito de Atlântida, e no ano de 1953, pela Lei n° 2.456, de 30 de dezembro, foi criado o Distrito do Indaiá do Aguapeí, cujo patrimônio foi fundado pelo Sr. Anézio Ferreira Martins.

Pela Lei Nº 1.940, de 3 de dezembro de 1952, o Município de Flórida Paulista passou a pertencer à Comarca de Pacaembu. Atualmente, está vinculado à Comarca de Adamantina e é formado pelos distritos de Flórida Paulista (sede), Atlântida e Indaiá do Aguapeí.

           

           

            RESUMO DOS ACONTECIMENTOS HISTÓRICOS

           

            1940    -           Primeiras derrubadas das matas para formação do futuro patrimônio.

            -           Aquisição de 127,5 alqueires de terras para formação do povoado pelos Srs. José Fróio e Dr. Idreno Sylvio Cavallari. Escritura lavrada em 20/10/1941 no 2° Tabelião de Marilia.

            -           Primeira missa celebrada pelo Rev. Gaspar, vigário da Paróquia de Parapuã, em 25/10/1941 realizada na primeira capela (erguida em apenas cinco dias após compra da área).

                       

1942    -           Criação da primeira escola primária com duas salas de aula.

                       

1944    -           Povoado recebe denominação de Aguapeí do Alto, sendo elevado a Distrito de Paz em 30/11/1944.

                       

1946    -           Criação do Grupo Escolar de Aguapeí do Alto em 07/12/1946, onde hoje se encontra instalado o prédio dos Correios.

                       

1948    -           Criação do Município de Flórida Paulista em 24/12/1948.

            -           Instalação da Usina Termoelétrica

            -           Grupo Escolar passa a ter a denominação Grupo Escolar "Octaviano José Corrêa".

                       

1950    -           Fundação da Corporação Musical "Maestro David Travesso".

            -           Paróquia de Nossa Senhora Aparecida pertencente à Diocese de Cafelândia, passou a contar com os serviços de seu primeiro vigário, Reverendo Padre Luso.

                       

1952    -           Inauguração da pavimentação asfáltica da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros.

                       

1955    -           Instalação do Ginásio Estadual de Flórida Paulista onde hoje funciona a Prefeitura Municipal.

            -           Criação da Associação Cultural Nipo-Brasileira com 68 sócios.

                       

1957    -           Criação do Clube Recreativo Guanabara com 280 sócios.

                       

1958    -           Início da construção da Usina Termoelétrica de Flórida Paulsita, pela USELPA (Usinas Elétricas do Paranapanema) com capacidade de 29 mil KWh, cuja energia seria destinada a alimentar todas as cidades da região.

                       

1968    -           Inauguração do Jardim Público

 

 







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